Nova revisão da lista Vermelha da IUCN incluiu novas 700 espécies ameaçadas de extinção

Na última revisão da Lista Vermelha das espécies ameaçadas da UICN, 700 novas espécies foram adicionadas às 3 categorias de ameaça de extinção.

A Lista Vermelha das espécies ameaçadas da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) foi criada em 1963 e constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies de plantas, animais, fungos e protistas. Na sua última revisão, em Junho de 2015, novas 700 foram adicionadas nas 3 categorias de ameaça de extinção mais preocupante (“em perigo”, “criticamente em perigo” e “possivelmente extintas”).

Em África, destaca-se o caso do leão (Panthera leo), que apesar de se manter com o estatuto de “vulnerável” a nível global, passou a ser considerado “criticamente em perigo” na África Ocidental. A caça ilegal e a utilização dos ossos do leão para a medicina tradicional são os grandes responsáveis pela ameaça de extinção que recai sobre este felino. Na lista de ameaças a perseguição ilegal bem como a introdução de espécies invasoras são as responsáveis por 85% dos casos de ameaça para as espécies, conforme explica a IUCN.

Mas nem tudo são más notícias. O trabalho de conservação efectuado com o lince ibérico em Portugal e Espanha, é um dos casos mais notável de sucesso, já que o lince ibérico deixou de ser considerado internacionalmente como um animal “criticamente em perigo” (o felino mais ameaçado do mundo!) sendo considerado nesta nova revisão como uma espécie “em perigo”. Ainda que continue a haver risco e desaparecer do planeta, desceu um nível na escala de alerta devido às medidas de conservação que têm sido implementadas na última década, o que dá alguma esperança de reverter a situação de outras espécies, através da implementação de projectos de conservação apropriados.

Anabela Paula, Bióloga