Espécie da semana

Geco diurno de Zanzibar, uma osga verde que ocorre na Ilha de Moçambique

Nome Científico: Phelsuma dubia
Nome comum: Osga diurna de Zanzibar
Ordem: Squamata
Família: Gekkonidae
Estado de Conservação: Pouco preocupante
Dieta: maioritariamente insectívora mas também se alimenta de frutas, néctares, pólen
Tamanho: até cerca de 160 mm


Os gecos ou osgas, ocupam as zonas mais quentes do planeta, com 108 géneros e mais de 1130 espécies existentes.
As que ocorrem no Sul de África são extremamente diversas, e algumas linhagens aparentam ser ancestrais.
Mudam periodicamente a pele, a qual sai em fragmentos que são comidos pela osga.
A maioria dos gecos são noturnos, mas esta é uma dos 30-40 espécies diurnas do género Phelsuma.

Descrição física
As osgas têm apenas pequenas escamas na cabeça e os dentes são pequenos, numerosos e cilíndricos.
Os olhos são geralmente grandes (especialmente nas espécies noturnas), e são cobertos por uma pele transparente com pálpebras imóveis. Osgas diurnas como P. Dubia têm dedos mais espessos e em comparação com as noturnas, têm olhos relativamente mais pequenos.
Como os olhos não fecham, limpam-nos geralmente com a língua.

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Reprodução
São espécies ovíparas em que a fêmea depois de uma única cópula, pode por ovos seis vezes, pondo dois de cada vez.
Tanto os adultos comos os ovos podem ser encontrados em árvores (há registos à volta dos 2 metros) e presumivelmente os ovos também podem ser encontrados nas copas das palmeiras.
Podem atingir a maturidade sexual aos oito meses.

Habitat
Esta espécie é geralmente encontrada a baixas altiitudes e ocorre nas zonas costeiras com temperaturas altas. Encontram-se maioritariamente em palmeiras (incluindo coqueiros) e bananeiras, mas também em arbustos e habitats antropogénicos como edifícios, jardins, plantações e outras áreas cultivadas.

Distribuição
Esta é a espécie mais dispersa de Phelsum, ocorrendo nas costas do Quénia e Tanzânia (Dar es Salaam, Bagamayo, Singino e Zungomero, e na ilha de Zanzibar), Moçambique (Ilha de Moçambique), e maioritariamente no arquipélago de Comoros e em Madagáscar (nativa).

Ameaças
Esta espécie está bem adaptada à presença humana e não foram identificadas grandes ameaças.
Contudo, o comércio para colecção doméstica, é uma pressão mais séria nas populações do este Africano, onde a população está fragmentada, sendo considerada assim uma espécie com risco de extinção local na Tanzânia e Moçambique. Na verdade, a Tanzânia não conseguiu cumprir as quotas de exportação aparentemente devido à dificuldade de obter espécimes, além de que pesquisas recentes no mesmo país afirmaram que a espécie têm se tornado cada vez mais rara.

Estado de conservação
Phelsuma dubia por possuir uma capacidade de prosperar em habitats secundários e de tolerar o distúrbio humano, torna-se improvável de ser considerada em perigo de extinção. Reduzir as quotas de exportação e controlar o seu comércio, é contudo necessário para preservar as subpopulações da Tanzania e Moçambique.

Curiosidades

  • Muitas osgas têm almofadas por baixo do dedos. Estas almofadas são feitas de pequenos pêlos que aderem fortemente, mesmo em superfícies muito lisas, como o vidro, permitindo o acesso a uma grande variedade de micro-habitats.
  • Há existência de algum comércio desta espécie para o mercado internacional, o qual é descrito como sendo “muito popular” entre os aficionados de répteis e também são criadas em cativeiro. A CITES reportou mais de 15.500 animais exportados da Tanzânia e Madagáscar entre 1994 e 2003, sem exportações declaradas de Madagascar (com exceção de três indivíduos em 2005) desde 1994, quando passou a ser proibido.
  • Mais investigação é necessária para clarificar a taxonomia da espécie e para identificar as origens de subpopulações da África Oriental.

Fontes
  • IUCN Redlist
    Raxworthy, C.J., Spawls, S., Msuya, C.A., Malonza, P. & Hawlitschek, O. 2014. Phelsuma dubia. The IUCN Red List of Threatened Species 2014: e.T172946A1374984.http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2014-3.RLTS.T172946A1374984.en. Downloaded on 27 May 2016.
  • CITES 
  • Reptile database
  • Alexander, G., Marais, J., (2007). A guide to the reptiles of Shouthern Africa. Cape Town, Random House Struik.
Imagens
  • Harith Farooq