Espécie da semana

Conheça a Loxodonta africana, a maior herança natural africana.

Nome específico: Loxodonta africana

Nome comum: Elefante africano/ Elefante-da-savana

 

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Proboscidea

Família: Elephantidae

Gênero: Loxodonta

Estado de conservação: vulnerável (VU)

População: em declínio.

Dimensões: os machos podem atingir 3.2 – 4m de altura desde o ombro quando adultos, sendo as fêmeas mais pequenas em relação aos machos com 2 – 2,6 metros de altura.

Peso: pode pesar até 6.300 kg

Longevidade: pode viver até 60 – 70 anos na selva.


 Descrição

O elefante africano é o maior mamífero terrestre vivo da Terra. Este animal apresenta uma coloração acastanhada pálida ou cinzenta e muitos pêlos quando juvenil, é caracterizado pela sua trompa longa extremamente móvel e quase tão eficiente como a mão do homem, orelhas largas e presença de marfim. Este último é característico de muitos elefantes, mas alguns indivíduos ou até mesmo populações podem não possuir. Quando existe, o par de marfim pode pesar em média 100 kg. Este marfim, apresenta um crescimento contínuo durante a vida do animal, mas devido ao seu desgaste contínuo este nunca atinge o comprimento máximo.

As pernas do elefante  encontram-se próximas da parte ventral, o que ajuda no suporte da sua massa corporal. Loxodonta africana possui uma visão fraca, mas  um olfato e audição apurados.

 Habitat

O elefante africano pode ser encontrado em vários tipos de habitats tais como:

  • Florestas pantanosas africanas
  • Savanas abertas e fechadas
  • Florestas densas e desertos áridos
  • Estes podem expandir o seu habitat pela procura de alimento, água e sombra.

 Dieta

Loxodonta africana é um mega herbívoro generalista. Alimenta-se de uma grande variedade de plantas como gramíneas, arbustos, culturas agrícolas e algumas árvores, tendo preferência por certas espécies de gramíneas como as dos gêneros Panicum sp, Setaria sp, Cencrus sp, Themeda, e espécies como Acacia álbida, A. Seyal, A. Robusta e Opuntia ficus-indica, as quais o podem levar a percorrer longas distâncias. Geralmente come folhas, frutas, ramos e raízes, tendo maior preferência pelas cascas das árvores. Durante as chuvas, alimenta-se mais de gramíneas verdes, sendo esta a maior percentagem da sua dieta.

Ecologia

O elefante Africano (Loxodonta africana) é considerado engenheiro dos ecossistemas em savanas Africanas, pois, desempenha um papel importante na modificação das populações de plantas assim como dispersão de sementes durante as suas actividades vitais.

O elefante africano é activo durante o dia e noite, e só repousa numa sombra durante o pico do calor do dia. Os indivíduos desta espécie vivem em pequenos grupos familiares liderados por uma fêmea adulta, a matriarca, enquanto os machos adultos mantêm-se distantes da família e geralmente solitários. Estes machos só se juntam aos grupos familiares quando as fêmeas se encontram férteis. Vários grupos familiares podem juntar-se formando uma única manada que partilha o espaço, água e alimento, quando for abundante, mas não há benefícios reprodutivos nem sociais entre grupos familiares diferentes.

Reprodução

São animais dioicos, reproduzem-se sexualmente e apresentam um par de mamilos nas fêmeas. O seu período de gestação dura 22 meses e as crias podem nascer a qualquer altura do ano, apesar de em algumas áreas existir um pico de natalidade que coincide com a época chuvosa. Geralmente nasce um juvenil por cada gestação, pesando 90 – 120 kg e são beneficiados de cuidados maternos.

Distribuição

A Loxodonta africana distribui-se em toda África subsaariana, que compreende a África Ocidental, Central, África do Sul e Oriental.

Ameaças

Esta espécie é ameaçada principalmente pela caça furtiva, devido à procura de marfim, e perda e fragmentação do seu habitat causada pela expansão contínua da população humana e pela rápida conversão de terra, o que causa conflitos entre elefantes e o homem.

Medidas de conservação

O elefante africano encontra-se listado no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestre Ameaçadas de Extinção (CITES) desde 1980. Esta espécie está sujeita a vários graus de protecção legal em todos países da sua ocorrência.

As medidas de conservação para o elefante africano incluem a gestão e protecção do seu habitat através da aplicação da lei (Lei da conservação) em vigor em cada país da sua ocorrência e o desenvolvimento de estratégias de conservação e gestão a nível nacional e regional de modo a incluir populações transfronteiriças.

Curiosidades

  • As orelhas largas do elefante não só servem para a audição, mas também para ajudar a resfriar o corpo do animal. Estas, são equipadas por vasos sanguíneos e, quando são abanadas, esfriam o sangue que nelas corre.
  • Um elefante africano adulto pode consumir cerca de 300 kg de capim por dia.
  • O elefante africano é activo durante o dia e noite, e só repousa numa sombra durante dia quando a calor atinge o pico máximo.

 Fontes:

Mapa de distribuição

Imagens

Google

IUCN

Ashiagbor, G., & Danquah, E. (2017). Seasonal habitat use by Elephants (Loxodonta africana) in the Mole National Park of Ghana. Ecology and evolution.

Ngene, S., Okello, M. M., Mukeka, J., Muya, S., Njumbi, S., & Isiche, J. (2017). Home range sizes and space use of African elephants (Loxodonta africana) in the Southern Kenya and Northern Tanzania borderland landscape. International Journal of Biodiversity and Conservation9(1), 9-26.

Stuart, C & Stuart, M. (2015). Mammals of Southern Africa. Struik Natures Publishers. Cape Town.