Espécie da semana

Na semana em que se celebra o Dia Mundial dos Peixes Migradores espreitamos o impressionante Tubarão-do-Zambeze.

Nome comum: Tubarão-do-Zambeze; Tubarão-cabeça-chata
Nome científico: Carcharhinus leucas

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Ordem: Carcharhiniformes
Família: Carcharhinidae
Género: Carcharhinus

Estatuto de conservação: Quase ameaçado
Dieta: maioritariamente peixes ósseos, outros tubarões e raias (contudo, os indivíduos maiores também podem alimentar-se de camarões, caranguejos, lulas, caracóis do mar, ouriços do mar, mamíferos ou tartarugas marinhas)
Tamanho: 2,1-3,4 m
Peso: 90-230 kg
Esperança média de vida em estado selvagem: 16 anos

Esta agressiva espécie é o único tubarão que consegue alternar entre água salgada e doce por longos períodos, graças às suas capacidades de osmorregulação adaptativa. É capaz de cobrir até 180 quilómetros em 24 horas. Os adultos são frequentemente encontrados perto de estuários e fozes dos rios.

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Distribuição geográfica

O Tubarão-do-Zambeze tem uma distribuição mundial em áreas tropicais e de águas quentes temperadas, com aparições sazonais em águas frias temperadas. Normalmente, esta espécie habita águas de plataforma continental a profundidades inferiores a 30 m (contudo, pode ser encontrada até profundidades de 150 m), mas é normal encontrá-la em zonas de estuário e água doce. Tem sido documentada a viajar grandes distâncias rio acima, incluindo no Zambeze (o que lhe dá o seu nome).

Reprodução

É uma espécie vivípara. Cada fêmea tem em média entre 6-8 crias de cada vez. O período de gestação é de 10-11 meses, com os nascimentos a ocorrerem normalmente no final da primavera e no verão.

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Hábitos migratórios

As fêmeas grávidas migram para áreas estuarinas para dar à luz. Os juvenis permanecem nessas áreas até que as temperaturas desçam abaixo dos níveis óptimos e depois migram para águas oceânicas mais quentes.

Ameaças

A sua presença frequente em áreas estuarinas e doces torna esta espécie mais suscetível a impactos de origem humana do que outros tubarões que ocorrem em áreas costeiras e marinhas.
É frequente ver indivíduos desta espécie serem apanhados em artes de pesca comerciais e recreativas. No entanto, na maioria das situações não é uma espécies-alvo, é apanhada apenas por arraste.
Em alguns locais este tubarão tem sido explorado comercialmente pela sua pele, óleo de fígado e carne, mas principalmente pelas suas barbatanas.
Também é uma espécie procurada para exibição em grandes aquários.

Curiosidade

Na Nicarágua, os tubarões-do-Zambeze já foram vistos em rios a subir zonas de rápidos, como se fossem salmões, para alcançarem o lago Nicarágua.

 


Fontes

IUCN
Fish base
National Geographic

Imagens

Arkive
Mapa – Compagno, L.; Dando, M. e Fowler, S. (2005). Sharks of the World. Collins Field Guides. ISBN 0-00-713610-2.