Espécie da Semana

Conheça um pouco mais sobre a Thelotornis mossambicanus, uma das cobras mais perigosas de Moçambique.

Nome Comum: Cobra de videira oriental

Nome Científico: Thelotornis mossambicanus

Reino: Animalia | Filo: Chordata | Classe: Reptília | Ordem: Squamata | Família: Colubridae | Género: Thelotornis

Comprimento: em média os adultos podem variar entres os 80 cm e os 1,2 m

Descrição

A cabeça é alongada e em cima é verde com uma marca em Y salpicada de manchas escuras. O queixo e a garganta são brancos com manchas pretas. O pescoço, normalmente, tem de lado 1 ou 2 manchas escuras. O ventre é uma mistura de cinza claro com preto acastanhado. As escamas do dorso são ligeiramente quebradas e não são polidas. Na cobra de videira oriental predominam as cores cinzento e cinzento-acastanhado alternando com manchas mais escuras e mais claras e com manchas pretas, laranja e/ou rosa.

Habitat

As cobras de videira oriental são arbóreas e movem-se geralmente muito lentamente, confiando na sua excelente camuflagem para escapar da detecção. Embora tipicamente em árvores elas têm tendência para preferir arbustos em terras baixas e arbustos em savana húmida. Já foram registadas em habitações humanas pela equipe da Biodinâmica durante as suas actividades de campo em Mocuba, zona cento de Moçambique.

Distribuição

Moçambique e leste do Zimbabwe.

Dieta

Lagartos e sapos e também pequenos mamíferos, pássaros e outras cobras.

Reprodução

Ovípara, colocando até 18 ovos.

Perigo para o Homem

Assim como outras cobras, a cobra de videira oriental é muito tímida e a chance de morder é muito remota.

Veneno

Muito perigoso e hemotóxico, podendo causar sintomas que ameaçam a vida. As mordidas são raras, o que é uma sorte, porque até ao presente, não existe antiveneno. As vítimas têm de ser hospitalizadas o mais rápido possível.

Curiosidades

Os machos são conhecidos por se envolver em combate lutando com os seus corpos entrelaçados.

A cobra de videira oriental, assim como outras cobras de videira, infla o seu pescoço mostrando as cores da pele quando se sente ameaçada.

Não há antiveneno e o tratamento pode exigir transfusões em casos mais graves.

Muito poucas mordidas de cobra de videira foram registadas. Mortes humanas são conhecidas mas são raras.

 

Fontes

Alexander, G. and Marais, J. 2007. A Guide to the Reptiles of the Southern Africa. Strunk Nature.

Marais, J. 2004. A Complete Guide to the Snakes of Southern Africa. Strunk Nature.

http://www.catalogueoflife.org