Espécie da Semana

Esta semana apresentamos-vos uma espécie com muita luz, apelidada de mar brilhante.

Nome comum: Mar brilhante

Espécie: Noctiluca scintillans ou Noctiluca miliaris

 

Reino: Eukaryota

Filo: Dinoflagellata

Classe: Dinophyceae

Ordem: Noctilucales

Família: Noctilucaceae

Gênero: Noctiluca

 

Tamanho: 0,2 – 2 mm de diâmetro; Tamanho médio ~ 0.5mm

Noctiluca scintillans é uma espécie de plâncton dinoflagelado marinho sem armadura. Os blooms desta espécie formam uma espuma espessa em toda a superfície do mar e são conhecidos por serem perigosos para peixes e algumas outras espécies marinhas.

 

Distribuição

N. scintillans encontra-se distribuída por todo o mundo, normalmente ao longo da costa, em estuários e zonas de plataforma continental que recebem muita luz, o que faz com que haja um crescimento de fitoplâncton que constituem uma grande parte da dieta deste dinoflagelado.

Esta espécie é encontrada normalmente em águas temperadas, subtropicais e tropicais. Podem persistir durante todo o ano, embora seja mais abundante durante as estações mais quentes.

 

Reprodução

Esta espécie reproduz assexuada por fissão binária e também sexualmente via formação de isogametos. N. scintillans tem um ciclo de vida diplonte, por outras palavras a célula vegetativa é diplóide, enquanto os gametas são haplóides.

 

Ecologia

Esta espécie é conhecida por ser fortemente flutuante, por ser uma célula em forma de balão e possuir uma cavidade oral, um flagelo curto e um tentáculo. O citoplasma destes indivíduos é maioritariamente incolor, à exceção da presença de pequenos carotenoídes em torno da periferia da pilha.

Noctiluca scintillans criam frequentemente marés vermelhas normalemente na primavera ao  no verão em inúmeras partes do mundo, deixando a água com uma coloração rosada ou por vezes alaranjada.

 

Dieta

Esta espécie cosmopolita é fagotrófica, alimentando-se de fitoplâncton, principalmente diatomáceas e outros dinoflagelados, protozoários, detritos e ovos de peixe.

 

Toxicidade

Não se conhecem efeitos tóxicos, mas é possível que o elevado teor de amoníaco dos vacúolos irrite os peixes, que geralmente evitam as áreas de blooms. Alguns blooms tóxicos foram relatadas fora das costas do leste e do oeste de India, onde foi implicada no declínio das pescarias.

Curiosidade

  • Como floresce, agregando-se muito densamente, atrai muitos predadores;
  • Pode causar bioluminescências magnificas
  • Há uma música do Jorge Dexter que se chama Noctiluca
  • É possível observar esta espécie nas águas de Moçambique, em Pemba, na Ilha de Moçambique e no Ibo.

 

Fontes:

https://botany.si.edu/references/dinoflag/Taxa/Nscintillans.htm

http://www.imas.utas.edu.au/zooplankton/image-key/noctiluca-scintillans

https://www.britannica.com/science/Noctiluca

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/01/misteriosas-manchas-fluorescentes-iluminam-o-mar-de-hong-kong.html

 

 

Imagens:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Noctiluca#/media/File:Noctiluca_scintillans_varias.jpg

https://www.britannica.com/science/sea-sparkle

http://www.blackpaw.com.au/uploads/7/2/0/3/7203286/07-sea-sparkle-blackpaw-photography.jpg