Espécie da semana

Conheça a Acanthaster planci, o maior predador natural de pólipos de corais.

Nome comum: Coroa-de-espinhos

Nome científico: Acanthaster planci

Reino: Animmalia

Filo: Echinodermata

Classe: Asteroidea

Ordem: Valvatida

Família: Acanthasteridae

Gênero: Acanthaster


Tamanho: Pode atingir 70 cm de diâmetro quando adulto.

Dieta: Varia com o estado de desenvolvimento do animal. Na fase larval, Acanthaster planci alimenta-se de fitoplâncton e matéria orgânica dissolvida. Na fase juvenil alimenta-se de algas coralinas incrustadas. Já na fase adulta alimenta-se principalmente de pólipos de corais escleractinosos.

Longevidade: Pode viver até oito anos.


Descrição

Acanthaster planci é a maior estrela-do-mar e pertence ao filo echinodermata. A coroa-de-espinhos é diferente das outras espécies, pode apresentar até 20 longos braços, com cerca de 18 cm de comprimento, e espinhos venenosos que podem ter até 5cm de comprimento. A sua coloração varia de acordo com a distribuição. No Oceano Pacífico pode variar de cinza esverdeada a vermelho, no Índico de azul a vermelho pálido. Em alguns casos poderá ainda apresentar uma combinação de cores que pode variar desde de violeta com espinhos de pontas vermelhas a verde com espinhos de ponta amarela.

Acanthaster planci, devido ao seu método de alimentação, é considerada uma das maiores ameaças para os recifes de corais do Indo-Pacífico uma vez que é predador dos corais. A coroa-de-espinhos expulsa as suas dobras gástricas que contêm enzimas digestivas, estas enzimas são utilizadas para digerir a presa durante a alimentação, o que faz com que destrua uma vasta área de recifes de corais em pouco tempo. A área de recifes de corais devastada pode demorar normalmente 5 anos para se recompor, mas quando se encontra num estado mais grave poderá demorar até três vezes mais. Em alguns casos, estas áreas não regeneram e são sujeitas ao crescimento de algas.

Habitat

Geralmente, Acanthaster planci é encontrada em lagoas e águas profundas. Esta estrela-do-mar, tem como preferência habitats com substratos que providenciam abrigo contra a ondulação do mar. A profundidade onde podemos encontrar a coroa-de-espinhos também varia com o seu desenvolvimento. A sua larva é pelágica e abriga-se em recifes com pouca profundidade, na fase pré-juvenil esta pode ser encontrada até uma profundidade de 80 metros, onde permanece por 3 anos até atingir cerca de 5 cm de diâmetro. Quando atinge a sua fase juvenil, ascende para cerca de 20 metros de profundidade, onde completa o seu ciclo de vida.

Ecologia

A Coroa-de-espinhos é um predador voraz de corais e pode alterar o ecossistema dos recifes de coral, reduzindo a biodiversidade e a riqueza, estimulando a colonização de algas nesses mesmos recifes.  Esta espécie é predada por grandes moluscos como o Tritão gigante (Charonia tritonis), a concha de capacete (Cassis sp) e algumas espécies de peixes, tais como o peixe Napoleão (Cheilinus undulatus) e o peixe-balão.

Distribuição

A Acanthaster planci pode ser encontrada desde das Maurícias no oeste do Oceano Índico, passando pelo Mar Vermelho e por todo o Pacífico até a costa oeste Americana.

Reprodução

São dioicos e reproduzem-se durante o verão, normalemente quando a temperatura e intensidade da luz aumenta. Nesse período, as fêmeas libertam os ovos e os machos o esperma na coluna de água. A quantidade de ovos libertados depende do tamanho da fêmea, podendo atingir 60 milhões de ovos por cada época de reprodução, quando a fêmea é adulta. Um dia após a fertilização, os ovos passam por uma série de mudanças: transforma-se em larvas que passam entre duas a quatro semanas à deriva nas correntes oceânicas. Após um mês, as larvas instalam-se nos bentos e começam a metamorfose final para atingir a fase adulta.

Curiosidades

  • A Acanthaster planci possui espinhos com veneno tóxico para os seres humanos.
  • A Acanthaster planci é o predador natural dos corais ao longo do Indo-Pacifico.
  • Uma única coroa-de-espinhos pode devastar uma área de cerca de 6 m2 por ano.

Fontes

Laxton, J. H. (1974). Aspects of the ecology of the coral-eating starfish Acanthaster planci. Biological Journal of the Linnean society6(1), 19-45.

Longhurst, K, Foley, L & Ferguson, A, (2014). Crown of thorns seastar (Acanthaster planci) Assessment Report. Napantao. San Francisco

Clark, C., & Weitzman, B. (2006). Population study survey of Acanthaster planci, the Crown-of-Thorns Starfish on the northwest coast Moorea, French Polynesia. Rapport de l’Université de Californie Santa Cruz.

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Zann, L., Brodie, J., Berryman, C., & Naqasima, M. (1987). Recruitment, ecology, growth and behavior of juvenile Acanthaster planci (L.)(Echinodermata: Asteroidea). Bulletin of Marine Science41(2), 561-575.

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